Quem já estava acostumado aos blocos de nota e caixas registradoras,
agora aproveita os benefícios da informática.
No armarinho, lotado de produtos, o comerciante Paulo Henrique Vasconcelos
resiste à modernidade. Há 20 anos, ele controla a entrada e saída de todas as
miudezas na ponta da caneta. “Tenho que colocar tudo. Eu acho que vou esperar um
pouco para colocar a informática aqui. Eu acho esse controle complicado”,
reconhece.
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Mas, uma pesquisa do Sebrae constatou que em todo país, a maioria dos micro e
pequenos empresários utilizam a informática como instrumento de trabalho. Em um
restaurante, por exemplo, o pedido do cliente vai direto do garçom para o computador.
Depois, é transmitido para quem vai providenciar a comida.
O cozinheiro mão tem como errar. O pedido chega impresso na sua cozinha. “É uma
grande mudança. Antigamente, escrevia-se na comanda. Não dava para identificar
direito a letra do garçom. Poderia haver todo o transtorno do erro. Então,
existe uma segurança maior para a gente e para o cliente”, comenta o comerciante
Eugenio Vieira.
A conta é emitida na hora, com um toque do garçom. De acordo com a pesquisa, 75%
das micro e pequenas empresas têm computador. Há 10 anos, eram só 16%. Na região
centro-oeste do país, 85% das empresas estão informatizadas, enquanto no
Nordeste o número cai para 71%.
Um mercadinho de Fortaleza foi informatizado há um ano. Desde então, o
comerciante Agno Pereira acompanha cada movimento de caixa. Quando o produto
passa pelo leitor do código de barras, o computador registra a alteração no
estoque e no faturamento – algo impossível na época do bloco de notas e da caixa
registradora.
Agora, o comerciante faz planos para explorar ao máximo o potencial da
informática. “Se eu fizer uma viagem e quiser ver como está o movimento da minha
loja,é só eu entrar na internet e colocar minha senha que eu vou ver minha loja
em tempo real”, diz.
“Há uma entrave muito grande da questão cultural. Ainda há uma resistência de
utilizar a ferramenta como instrumento de gestão, o que é importante. Hoje, com
cerca de R$ 2 mil, você tem o equipamento e o software, para que elas se
informatizem e usem a ferramenta como instrumento de gestão”, explica o diretor
técnico do Sebrae, Alcir Porto.
Fonte: bematech.com.br |